Prévia de Relic Hunters Zero - Shoot'em up, Tartarugas, Patos e Mods | Sem Tilt

Prévia de Relic Hunters Zero – Shoot’em up, Tartarugas, Patos e Mods


Relic Hunters Zero, do estúdio brasileiro Rogue Snail, é um bem humorado shooter tático de ação , que chega na Steam no dia 18 de Agosto e tem seu código fonte aberto ao público, o que torna o jogo gratuito e disponível para o trabalho de modders da comunidade. Ninguém bancou a produção e ninguém vai precisar comprar o jogo, pois ele foi desenvolvido por aproximadamente 1 ano durante o tempo livre do designer Marcos Venturelli e do artista Betu Souza, que já trabalharam em projetos da Behold Studios como Chroma Squad Knights of Pen and Paper

Em Relic Hunters Zero, o jogador controla um caçador de relíquias do espaço e deve atirar nos malignos patos e tartarugas espaciais para avançar aos próximos níveis. Conforme for avançando, o jogador chega mais próximo do chefe do jogo e ganha mais pontos para destravar no seu arsenal de armas, munição extra, checkpoints para não precisar continuar sua missão desde o início caso morra e fragmentos das relíquias, que quando completas conferem ao personagem algum bônus; como o Pudim de Abacaxi, que dobra sua vida máxima. Inicialmente, você pode escolher entre um atirador bem treinado que começa com uma pistola forte ou uma lutadora com punhos mecânicos que não consegue usar tão bem algumas armas mas arrebenta quem chegar perto. Ao concluir certas metas durante a missão, outros 4 personagens diferentes podem ser desbloqueados, cada qual com sua arma especial e estilo único de jogo, o que oferece ao jogador um objetivo a longo prazo e motivação para zerar o jogo mais de uma vez.

As animações e gráficos em pixel art são simples e bem feitos e a música combina bem com a arte e o ritmo agitado do jogo. A jogabilidade dá ao jogador bastante liberdade de movimento para correr ou esquivar de ataques, mas como o jogo não é fácil, depois dos três primeiros níveis, que são mais tranquilos, qualquer esquiva na direção ou momento errado, ou uma granada desapercebida dos inimigos, pode significar um Game Over e recomeçar sua missão. Ao mesmo tempo, você precisa pensar no uso eficiente da munição de suas armas, evitando a necessidade de sair atrás dos inimigos na base de coronhadas, e medir o uso da sua energia para não sair correndo até o inimigo e depois não ter energia suficiente para se esquivar de um tiro de shotgun recém disparado à queima-roupa. Grande parte do cenário também pode ser usado a seu favor, como caixas explosivas, gaiolas de alienígenas selvagens que avançam em qualquer coisa estranha que se mova e paredes destrutíveis que servem de cobertura para as várias balas voando em sua direção.

Provavelmente pelo fato do jogo ter sido desenvolvido no tempo livre de duas pessoas que precisam ter o que comer em casa, sua duração é infelizmente bem curta, com apenas 12 níveis da história, mas isso é compensado pela quantidade de coisas que podem ser desbloqueadas dentro do jogo conforme você joga e pelo modo “Endless”, que está em desenvolvimento. Ainda assim, quem não curte esse estilo de jogo pode considerar o jogo um pouco repetitivo. O game ainda tem várias piadinhas para animar o humor do jogador, uma característica positiva e em comum com outros jogos dos mesmos desenvolvedores.

Apesar de Relic Hunters Zero estar ainda em beta e em desenvolvido durante o tempo livre de seus criadores, trata-se um indie simples e já de ótima qualidade, que consegue entreter por boas horas com a variedade de armas e personagens que ele já possui, e ainda há o potencial de conteúdo extra criado pela comunidade. E tudo isso de graça! O que você tem a perder?

O progresso do desenvolvimento de Relic Hunters Zero pode ser visto pela sua página na Steam, com o acesso aos fóruns, código fonte e pedido de acesso ao beta do jogo.

Enquanto você baixa mais um jogo da Rogue Snail, dê uma olhada em mais prévias e análises de jogos indie. Ou, se quiser, vá para nossa home.

Compartilhe!

Rodrigo Consoli

Gamer desde os 7 anos, sempre disposto a explorar coisas novas ou diferentes do que eu já conheço. Já que não achei uma faculdade de magia reconhecida pelo MEC, fico como cientista mesmo...