Prévia de Outer Wilds - Exploração e Curiosidade

Prévia de Outer Wilds – Exploração e Curiosidade


Outer Wilds é um jogo de exploração, atualmente em alfa gratuito disponível para PC (Windows, Mac e Linux). Produzido pelo Team Outer Wilds, o jogo foi o vencedor do prêmio de Excelência em Design e do Grande Prêmio Seumas McNally no IGF 2015, o que é suficiente pra dar uma noção de seu calibre.

O jogo é ótimo em vários aspectos, e até mesmo surpreendente em alguns momentos. Nele, o jogador controla um astronauta e tem 20 minutos para explorar seu sistema solar. Após esses 20 minutos, o sol entra em supernova e o jogador “morre”. No entanto, o universo está preso em um loop temporal, e toda vez que o jogador “morre”, o tempo volta até o dia que o astronauta partiu em viagem. Assim, o jogo é feito para ser explorado em diversas sessões de 20 minutos (ou menos, se você for tão ruim em controlar a nave quanto eu), e cada sessão tem uma novidade diferente.

Começando pela capa do livro, os gráficos são ótimos e detalhados, desde um planeta com um vilarejo bonitinho até um amontoado de espinhos colossal envolto em neblina orbitando o sol. Não é só a estética que agrada, é como ela é usada de maneiras surpreendentes e inesperadas. A física do jogo também é ótima, com sistemas de gravidade bem feitos, mecânicas de propulsão em gravidade zero, choques emocionantes e mortais… Nada que acontece causa aquela sensação de “nossa, isso tá errado!”

A música ambiente também é muito bem desenvolvida, e é inclusive utilizada na exploração de modo inteligente, ficando suspensa em alguns momentos para proporcionar a sensação de solidão. Os efeitos sonoros também são receberam um trabalho especial, o que é importante num jogo em que, na maior parte do tempo, não há música de fundo. A história, ainda que não muito importante para que o jogo seja divertido, é bem elaborada, com direito a piadas sobre física quântica para quem gosta de ciências.. Mas o ponto forte do enredo é com certeza a falta de conhecimento. O jogador não sabe o que está acontecendo nem o porquê, e isso é uma grande motivação num jogo de exploração. Se o jogador não for atrás, ele nunca vai saber. Pode ser que nunca saiba, mas esse enigma todo é um grande motivador, sem sombra de dúvida.

O ponto principal, talvez de se esperar em um jogo assim, é a diversidade de ambientes, os planetas malucos e as coisas a serem exploradas. A sessão tem só 20 minutos, mas como o ambiente é dinâmico, visitar o mesmo lugar duas vezes seguidas geralmente não resulta em duas sessões iguais. Seja por que agora a transferência de areia entre dois planetas está no sentido oposto, seja por que agora ele está mais perto, te dando mais tempo para explorar tudo ou seja por que da última vez você descobriu algo fundamental antes de tudo acabar em luzes brilhantes e voltar no tempo. Cada nova sessão fornece uma nova descoberta, e cada descoberta te deixa mais intrigado com o Universo. Cada detalhe a mais gera perguntas que te levam a querer explorar mais.

Outer Wilds já é muito bom, mesmo ainda não completo, principalmente por deixar o jogador escolher o jeito que quer jogar. Quer tentar descobrir o que está acontecendo? Boa sorte. Quer explorar o mesmo planeta até conhecer cada centímetro quadrado de as superfície? Vai fundo. Ficar horas jogando sem se cansar porque a curiosidade te leva a explorar mais e consequentemente te deixa mais curioso é algo que muitos vão experimentar com esse jogo. Sem dúvidas, Outer Wilds é uma criação que promete uma aventura das boas.

Para cair de cabeça no universo de Outer Wilds, entre no site oficial do jogo e baixe o alfa gratuitamente.

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Karna

Dizem que uma vez a cada século, quando os planetas se alinham, e a energia do universo entra em sintonia com as forças místicas dos planos além, e quando a lua está cheia, simétricamente oposta ao Sol, neste milésimo de segundo é quando nascem os grandes Mestres Pokémon. E eu - Eu sou parte do resto.

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