Prévia de Anjos & Dragões - Criaturas fantásticas e combates frenéticos | Sem Tilt

Prévia de Anjos & Dragões – Criaturas fantásticas e combates frenéticos


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Prepare-se para juntar seu exército e esmagar seus oponentes. Em Anjos & Dragões, você e seus amigos poderão medir forças em duelos rápidos e frenéticos. O jogo está sendo produzido pela Fiero Jogos e trata-se de um TCG (jogo de cartas colecionáveis) nacional que entrará em financiamento coletivo em breve e é muito semelhante a jogos já consagrados do estilo, como Pokémon, Yu-Gi-Oh! e Magic: The Gathering. Apesar de trazer muitas mecânicas desses clássicos, o game também trará ideias novas que buscam superar alguns traumas dos jogadores que gostam do estilo.

O jogo é simples, com mecânicas bem fáceis de se aprender e cartas bastante autoexplicativas. Parte dessa simplicidade deve-se à pouca variedade de cartas e o baralho. Apesar de a versão que joguei ser um protótipo, o jogo final será constituído por dois tipos de cartas: generais e evoluções. A mecânica básica do jogo consiste em abaixar generais da sua mão e atacar o oponente, que pode optar por bloquear ou não; caso ele bloqueie, o poder dos dois generais será confrontado e aquele que estiver perdendo o combate terá a opção de aumentar seu poder jogando cartas de general como aliados para aumentar seu poder. Ao fazer isso, é a vez do outro jogador, que agora está perdendo e deve se defender da mesma forma. O ciclo se repete até que um dos jogadores decida não acrescentar mais cartas ao combate e o perca. No fim do combate, o general derrotado e todos os aliados utilizados por ambos os jogadores deverá ser descartado, a não ser que ele possua algum efeito que diga o contrário.

No início do jogo, cada jogador separa as cinco primeiras cartas de seu baralho, sem olhá-las, e as posiciona à sua frente; estes serão seus escudos. Caso o jogador defensor opte por não bloquear um ataque, ele deverá comprar um de seus escudos, e se ele não tiver mais escudos para comprar e não puder bloquear o ataque com outro general, o jogador defensor perderá a partida. Os escudos são como os prêmios de Pokémon TCG, só que funcionam de forma inversa, pois quem compra é o jogador defensor.

As cartas de general e evolução possuem um poder de ataque indicado no canto superior esquerdo da carta, que também indica sua defesa ao bloquear. Os generais também possuem na parte central esquerda da carta um segundo poder que mostra o seu valor como aliado. As cartas de evolução não possuem esse valor e podem ser jogadas apenas sobre cartas que compartilham um tipo com ela, sendo colocada sobre aquela carta, que perde seus efeitos e passa a valer apenas a carta de evolução. Assim como Magic: The Gathering é dividido em cores, Anjos & Dragões é dividido nas facções Fogo, Terra, Luz e Sombra. Porém, diferentemente de Magic, o jogador não poderá misturar facções opostas tais como Fogo e Terra ou Luz e Sombra, o que limita o número de combinações possíveis para os baralhos, que poderão ser no máximo de duas facções simultâneas. Essa regra em especial acabou restringindo excessivamente a construção de baralhos e impacta diretamente na jogabilidade, uma vez que as facções Fogo e Sombra são mais fracas que as outras duas por conta dos efeitos característicos de cada uma. Assim, um baralho Terra-Luz teria grande vantagem sobre um Fogo-Sombra, desbalanceando o jogo.

Outro ponto notável é que o jogo é intenso desde o primeiro turno, já que as regras permitem que o jogador baixe generais sem qualquer custo e ataque com os mesmos no turno em que foram baixados. O resultado disso é um jogo sem a construção de early, mid e late game (começo, meio e fim) que é comum nos outros jogos do gênero. Pra quem lembra, só Yu-Gi-Oh! nos primeiros anos tinha uma mecânica semelhante, que foi mudada posteriormente.

No início de seu turno, o jogador compra três cartas. Isso elimina a dependência da “compra certa”, que é caracterizada pelo jogador depender da compra de uma carta específica para vencer ou se recuperar no jogo, como também diminui a dependência da aleatoriedade do baralho. É uma ideia interessante, mas que quando posta em prática acabou tirando um pouco da estratégia do jogo e o deixou mais próximo de uma simples comparação de força bruta. O jogador também pode atacar ou bloquear jogando generais diretamente da sua mão, o que aumenta o fator surpresa, e existem diversas cartas que têm efeitos para beneficiá-las nesse tipo de jogada. Porém, esta estratégia deixou o jogo muito dependente da mão de cada jogador – em outras palavras, o jogo acontece nas mãos dos jogadores e não na mesa, outro ponto que impacta diretamente na estratégia envolvida. É claro que é legal ter cartas de efeito rápido para poder mudar as diretrizes de um combate ou atrapalhar a mesa do adversário, mas no fim das contas todas as cartas podem ser jogadas diretamente da mão e sem qualquer custo, fazendo da partida um jogo de gerenciamento de mãos em que vencerá o jogador que conseguir fazer isso da melhor forma possível enquanto protege seus escudos. No entanto, em alguns momentos pode ser mais vantajoso sofrer um dano, comprar um escudo e consequentemente aumentar o número de cartas em sua mão do que gastar cartas para se defender.

Anjos & Dragões é um bom jogo e traz ideias novas para um gênero que pode ser considerado saturado, tanto pelo número de jogos no estilo como também pelas mecânicas que se repetem nele. Contudo, as ideias podem ser melhor trabalhadas de forma a tornar o jogo mais estratégico e que se desenvolva na mesa, pois acredito que isso tornaria as partidas mais interessantes, visto que para jogos que dependem unicamente da mão do jogador são os tradicionais de baralho, enquanto com o jogo na mesa os jogadores podem pensar mais estrategicamente em suas jogadas.

Antes de alinhar seus escudos e convocar seus aliados, dê uma olhada em outras notícias de jogos de Tabuleiro ou veja o que há de novo em nossa home.

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Marcelo "Pai" Portes

Não Sabe Brincar, Não Desce Pro Play

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