Prévia Big Festival - Klang: em ritmo de festa e aniquilação | Sem Tilt

Prévia Big Festival – Klang: em ritmo de festa e aniquilação


Assim que coloquei meus pés no espaço reservado ao BIG Festival no Centro Cultural São Paulo comecei a procurar alguma TV livre de jogadores curiosos. A primeira que encontrei mostrava imagens azuis e emitia sons eletrônicos graves, o que acabou chamando minha atenção. Passei poucos minutos ali porque tinha medo de não conseguir experimentar um pouquinho de tudo, mas durante toda minha permanência no festival me pegava voltando os olhos para o espaço reservado a Klang, o surpreendente jogo de ritmo da desenvolvedora Tinimations.

Desenvolvido pelo norueguês Tom-Ivar Arntzen, o jogo é um dentre vários jogos de ritmo apresentados no BIG Festival. O grande diferencial deste projeto é a mistura entre a clássica fórmula “aperte o botão na hora certa” de games como Rock Band com o combate em plataforma da série Metroid. O jogo conta a história de Klang, um guerreiro “rave” de elite que está lutando para fugir do domínio de Sonus, o mestre do som que controla o mundo no qual o herói vive.

Um ponto crucial em qualquer jogo de ritmo é a importância da música na jogabilidade. Em Guitar Hero, após algum tempo de prática, é possível completar boa parte de uma canção sem necessariamente depender do “fator visual”, apenas guiando as palhetadas pelo som aguardado. Klang traz essa funcionalidade para o combate. Obviamente, nos momentos iniciais de uma batalha o jogador precisará se atentar à barra que indica qual botão ele deve pressionar e quando é o melhor momento para fazê-lo, e esta é a maneira encontrada para defletir os projéteis dos inimigos e causar dano em cada um deles. Apesar disso, as músicas que compõem o game são tão bem construídas que o processo acaba tornando-se natural, permitindo que o jogador consiga se preocupar com a movimentação do personagem nas teclas WASD sem deixar de seguir o ritmo da batalha com os direcionais.

Apesar de não ter recebido prêmio nas categorias nas quais competia, o jogo merece destaque devido à perfeição com a qual uniu elementos tão distintos. O próprio vencedor do prêmio de Melhor Design de Som, Inside My Radio, não consegue envolver tão bem a jogabilidade com a música ao fundo, sendo que ele sequer tem fases com a presença de inimigos sedentos por sangue como os encontrados em Klang. Além disso, o visual tecnológico que remete ao clássico Tron é extremamente condizente com as faixas eletrônicas que regem o jogo, sempre escalando muito bem conforme os combates ficam mais intensos e garantindo um senso de adrenalina pulsante.

Klang foi me conquistando pouco a pouco durante o festival, sempre fazendo com que eu voltasse os olhos para a tela quando escutava as batidas graves que saiam da TV durante uma luta do protagonista. O jogo não possui data oficial de lançamento mas, apesar da desenvolvedora ser composta por apenas um homem, o projeto já foi aprovado no Steam Greenlight. Para mais informações basta dar um pulinho na fanpage oficial da Tinimations.

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VH Capelini

Vindo das longínquas terras do Paraná, este jovem estudante de relações públicas leva uma vida baseada em derrotas humilhantes em Heartstone e mortes infindáveis em Bloodborne. Gosta de batata, de estudar e de indie games - principalmente puzzles e sidescrollers.

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