Infinifactory - Brincando de Engenheiro de Produção no Espaço | Sem Tilt

Infinifactory – Brincando de Engenheiro de Produção no Espaço


2016-02-11_00001

Você é um engenheiro de produção viajando a trabalho na rodovia. Tudo está tranquilo dentro de seu carro até que o rádio começa a pegar muita estática e algumas luzes passam de um lado para o outro. Passam uma vez, passam outra, e de repente essas  fazem tudo brilhar até você desmaiar. Ao acordar, você descobre que foi abduzido junto com vários outros humanos por uma raça alienígena, e agora precisa desenvolver rotas de produção para os armamentos e suprimentos deles. Vários humanos, um cachorro e até mesmo outros alienígenas abduzidos para o mesmo fim estão largados pelas fases, mortos, restando apenas um registro em áudio dos últimos momentos de vida da criatura, mas dentre estes, alguns são de uma mulher dizendo que conseguiu escapar dos Overlords, e então surge uma nova esperança de se libertar e voltar para casa.

Isso é Infinifactory. O título é um jogo de puzzle sandbox da Zachtronic Industries, os mesmos criadores de Infiniminer e SpaceChem, que juntos reúnem o aspecto 3D em blocos e a resolução de puzzles em formato de linha de produção presentes no jogo. No Infinifactory, como já descrito pelo SemTilt ao sair do Acesso Antecipado, em cada desafio você tem uma entrada de blocos que devem ser trabalhados e entregues em uma saída, como naquelas fábricas antigas do famoso filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin, mas tudo automatizado e você como o projetista da linha de produção. Durante os níveis, me senti jogando Minecraft no modo criativo com um mod industrial em mapas específicos; afinal, o Infiniminer foi uma das grandes inspirações de Minecraft.

Por também ser um sandbox, os desafios possuem resoluções diferentes. Ao invés de ser uma resolução binária de certo ou errado, é de quão eficiente ela é. A sua resolução possui 3 parâmetros: Cicles, que é o tempo gasto; Footprint que é quanto espaço você precisou ocupar no trajeto da resolução; e Block Count, quantos blocos você precisou utilizar. Em cada desafio, você procura não só cumprir o objetivo de produzir um satélite espacial ou um tanque de guerra, mas também otimizar todo seu processo, tirando peças desnecessárias, encurtando caminhos de esteiras, reaproveitando parte da linha, tudo isso sendo motivado ainda mais pelos gráficos de desempenho global que aparecem ao terminar cada problema.  Seja pela competitividade ou pelo desejo perfeccionista, enquanto você não se cansar do desafio sempre vai ter aquela vontade de voltar lá e melhorar mais um pouco.

Outra coisa que me surpreendeu foram os audiologs, ou registros de áudio, espalhados pelas fases. Eles deram um toque um pouco mais humano naqueles ambientes desolados. Fosse de um cara que ficou tão animado em estar perto de alienígenas que nem viu a caixa que estava prestes a esmagá-lo, do cachorro que não sabia o que fazer por ser um cachorro, ou da mulher que aparentemente conseguiu escapar e deixou gravada uma mensagem contando sobre… Sim! Ao ouvir essa gravação me senti naquele momento de Portal em você descobre toda uma outra história escondida por trás dos desafios propostos pela GLaDOS. E evitando spoilers, digamos que depois de um certo evento que parece ser o fim do jogo, você descobre que resolveu só metade dos desafios do jogo. A história do jogo em si não consegue se comparar com um Portal, Ori and the Blind Forest ou The Talos Principle, mas acabou encaixando bem com o resto do jogo. Para quem gosta do gênero puzzle, de ficar planejando e arquitetando uma fábrica inteira, ou quer brincar de engenharia de produção no espaço, Infinifactory é um prato cheio. Basta pagar o preço salgado do jogo, que é muito bom mas certamente não vale tanto assim.

Você pode comprar Infinifactory no Steam por R$ 45,99 para Windows e Mac.

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Rodrigo Consoli

Gamer desde os 7 anos, sempre disposto a explorar coisas novas ou diferentes do que eu já conheço. Já que não achei uma faculdade de magia reconhecida pelo MEC, fico como cientista mesmo...