Finalistas internacionais falam sobre o BIG Festival e jogos brasileiros

[Entrevista] Finalistas internacionais falam sobre o BIG Festival e jogos brasileiros


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O BIG Festival já está batendo na porta. A maior exposição de jogos indies da América Latina terá seu início no dia 27 de junho em São Paulo, no Centro Cultural, e irá até o dia 5. No Rio de Janeiro, o evento acontece entre os dias 4 e 7 de julho. Muito já se fala sobre os jogos brasileiros que serão expostos gratuitamente no evento, bem como os jogos internacionais que também terão seu espaço.

Dentre jogos lançados e em desenvolvimento, apenas 5 foram escolhidos como finalistas da categoria “Melhor Jogo”. Entre eles, o brasileiro Treeker, que já teve destaque diversas vezes por aqui, juntamente com mais 4 jogos internacionais.

Decidimos por hora dar destaque aos desenvolvedores internacionais que estarão no evento e, ao mesmo tempo, valorizar o evento. Os desenvolvedores dos finalistas This War of Mineevent[0], Lumino City Mekazoo* já confirmaram suas presenças, então aproveitamos o momento para descobrir o que motiva estes desenvolvedores a saírem de seus países para comparecer ao BIG Festival e passar um tempo em nossas terras. Confira abaixo o resultados de nossa entrevista com esses desenvolvedores e Kenny Sun, desenvolvedor de Circa Infinity**.

1. Qual o principal motivo pelo qual você irá ao BIG Festival?

[Luke Whittaker, Lumino City– Fomos nomeados pelo festival na categoria de Melhor Jogo, e isso é realmente uma honra. O festival parece ser um evento maravilhoso, inclusivo e interessante tanto para os desenvolvedores quanto para o público, então me agarrei à chance de ver como jogos são experimentados no Brasil. Também estou ansioso para visitar o Brasil e ver o país pela primeira vez.

[Karol Zajaczkowski, This War of Mine– Nosso jogo This War of Mine é um dos finalistas do festival, então fomos convidados pelos organizadores para integrar o show e estamos honrados em participar.

[Leonard Carpentier, event[0]– Bem, por um motivo, fomos convidados como finalistas para a competição. Nós sempre tentamos comparecer nos eventos aos quais somos convidados porque é uma incrível oportunidade de conhecer tanto nossa audiência quanto nossos companheiros de profissão e pedir a todos por feedback deste jogo que estamos construindo. Por meio da incorporação das ideias de outras pessoas em nosso processo de design, podemos ter certeza de que o jogo é pessoal aos jogadores como é a nós. Isso é muito importante para um jogo baseado em narrativa como Event[0].

[Kenny Sun, Circa Infinity– Queria poder ir!

2. O que você está esperando do evento?

Luke Whittaker – Estou esperando conhecer muitas pessoas interessantes e jogar vários jogos interessantes. Eu queria conhecer mais sobre os jogos no Brasil e descobrir como a cena indie está florescendo por aí.

Karol Zajaczkowski – Viajar para o Brasil será uma grande aventura para nós. Temos vários fãs aí e finalmene teremos uma chance de conhecer alguns deles. Também será uma ótima oportunidade para aprender mais sobre o mercado brasileiro, que é no momento um dos de maior crescimento no mundo. Por último, mas não menos importante, nós adoraríamos conhecer alguns desenvolvedores independentes e testar os jogos deles. Quem sabe, talvez poderíamos ajudar eles com o lançamento de seus títulos.

Leonard Carpentier – Estamos esperando o máximo. Como disse anteriormente, conhecer nossos jogadores é a chave para nosso processo de criação e conhecer nossos companheiros desenvolvedores é algo que nos ajuda a nos manter motivados, dividir experiências e aprender com os erros uns dos outros. Além disso, amamos jogos, então estou indo ao Brasil com a expectativa de ver mais jogos que vêm desta parte do mundo e talvez ficar inspirado. Coisas como Toren e Nebula são realmente animadoras e eu realmente adoraria aprender mais sobre a cena indie local.

3. Há algo no festival que é especial ou atraente para você?

Luke Whittaker – Do que eu vi, o local e a forma que os jogos serão dispostos é bem interessante. Parece muito acessível e como se tudo tivesse sido organizado com paixão e cuidado. Mas não sei tudo sobre o festival e isso é ótimo, mal posso esperar pra explorar as coisas por conta própria.

Karol Zajaczkowski – Eu realmente gosto da escala do evento inteiro. A maioridade dos eventos indies são consideravelmente pequenos, mas com o BIG é o oposto. Duas cidades, alguns dias cheios de eventos e vários convidados de todos os lugares do mundo. Como eu queria que tivéssemos um evento desses na Europa.

Leonard Carpentier – É um festival de jogos indies, o que signifcia pessoas malucas com ideias malucas todas juntas sob o mesmo teto por vários dias. O que poderia ser mais atraente do que isso? E eu também nunca fui a São Paulo (ou América do Sul, inclusive), então é uma incrível oportunidade para ir.

Kenny Sun –  Eu gosto que ele centraliza os talentos mundiais de game design. É realmente muito legal que eles listam o país do qual cada finalista vem. Isso ilustra muito bem a diversidade das seleções.

4. Você conhece algum jogo brasileiro? Qual? O que você acha dele?
Luke Whittaker – Imagino que não conheça nenhum jogo brasileiro! Ou ao menos conheço e não sabia que foram feitos ai.
Karol Zajaczkowski – Falando honestamente não conheço muitos títulos, mas sei que há bastante deles. Ouvi algumas boas coisas sobre Toren e estou me planejando para jogá-lo em meu PS4 em breve. Espero que após minha viagem isso mude e eu saberei muito mais sobre o que vocês estão fazendo por aí!

Leonard Carpentier –  Toren é realmente a maior coisa que me vem à mente. Ele fez muito barulho na Europa recentemente. Mal posso esperar para que ele seja lançado! [nota do autor: essa entrevista foi feita antes do lançamento de Toren]. Em geral, porém, a indústria brasileira de games continua como um enorme mistério pra nós. Não sei se pela barreira de linguagem ou pela distância. Uma grande parte de nossa animação pelo BIG na Ocelot vem por podermos conhecer mais sobre essa curiosa cena de jogos que vem do outro lado do mundo.

Kenny Sun – Não joguei muitos, apesar de ter visto um pouco de Chroma Squad e Treeker e ambos aparentam ser incríveis.

*Nao recebemos retorno dos desenvolvedores de Mekazoo.

** Kenny Sun não é finalista da categoria melhor jogo e sim de Melhor Gameplay com Circa Infinity. Por não poder comparecer ao evento, algumas respostas estão incompletas ou não constam.

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Bhernardo Viana

Amante do pão de queijo e do cafézim, começou a brincar no meio dos indies e não parou mais. Um grande fã de puzzles e de jogos alternativos, experimentais e malucos. É o Editor-Chefe do Sem Tilt e ex-redator no site e na revista da Indie Game Magazine.

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